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Nas últimas décadas uma série de alimentos tidos como mais “saudáveis” invadiu os supermercados. É possível ver nas prateleiras vários rótulos com as palavras “light”, “diet” e “zero”, mas será que realmente eles são as melhores escolhas para você? Para obter essa resposta é necessário antes de tudo entender em que consiste cada um deles:

– Alimentos “light”: a palavra “light”, do inglês, em português significa “leve”. Um alimento pode ser considerado “light” se teve calorias ou algum componente reduzido em pelo menos 25%. Por exemplo: um requeijão light pode ter 25% menos gorduras que a sua versão original, ou 25% menos calorias, ou 25% menos sódio. Por isso, antes de comprar um alimento light, é interessante observar em quê os teores são reduzidos.

– Alimentos “diet”: são destinados a dietas com algum tipo de restrição alimentar, ou seja, tem algum nutriente totalmente retirado. Na maior parte das vezes (mas não sempre) é o açúcar, que é substituído por algum tipo de adoçante. Cuidado: não necessariamente é menos calórico. Tem como principal público-alvo pessoas com diabetes.

– Alimentos “zero” (ou “isentos de”): semelhante aos alimentos “diet”, ou seja, houve algum nutriente retirado de sua formulação, entretanto a legislação permite que haja pequenas quantidades do ingrediente retirado. Por exemplo, um produto que se autodenomine “zero açúcar” pode ter até 0,5 grama de açúcar a cada 100 gramas do alimento pronto para o consumo.

 

Dicas importantes:

– Antes de optar por um produto “light”, compare-o bem com a sua versão “normal” para avaliar se realmente vale a pena comprá-lo, pois em geral são bem mais caros.

– Não consuma um alimento “diet” acreditando que ele fará você emagrecer. Em vários casos, o açúcar, por exemplo, é substituído por uma quantidade maior de gordura, deixando o alimento mais calórico do que sua versão “não diet”. É o caso dos chocolates.

– Caso você realmente não possa ingerir algum nutriente ou alimento (lactose, glúten, sódio, gordura, açúcar etc.), leia atentamente o rótulo e toda a informação nutricional da embalagem do alimento, em especial a lista de ingredientes, de forma a se certificar de que ele não consta de fato na formulação.

– O fato de um alimento ser “zero calorias” não o faz por si só ser saudável. Um refrigerante “zero”, por exemplo, não terá calorias, porém continua tendo em sua composição uma série de substâncias nocivas à saúde, como sódio em excesso, corantes, aromatizantes e conservantes, por exemplo.

– Sempre que possível prefira produtos frescos, não industrializados, pouco ou nada processados e com poucos ingredientes na formulação.

 

Para saber mais: